Meu Natal sem Papai Noel
Canindé de São Francisco-SE - Meu pai me disse, quando eu era criança que Papai Noel existia. Esse é um conto de Natal real que aconteceu comigo. Eu também acreditei em papai Noel e soube da dura realidade que ele não existia da pior maneira possível. Esse é o meu conto e digo a todos: "Alimentem a fantasia do Natal e digam sempre que Papai Noel existe". A verdade do mundo é triste e cruel.
Quando eu era criança lá na cidade de Propriá, em certa noite, me dei conta do nome Papai Noel onde minha mãe me disse que ele era um velhinho que tarde da noite trazia presentes. Para ganhar os presentes era apenas necessário fazer uma carta pedindo que queria e depois colocar dentro de uma meia na janela e no dia seguinte, ao acordar-se, era só ir conferir. Assim eu o fiz e no outro dia fui conferir o presente que lá estava. Na verdade não era o que eu tinha pedido, mais, o presente me satisfez e isso ajudou a acreditar no espirito do Natal e em Papai Noel por muito tempo, se bem me lembro, até próximo da puberdade.
Passando os anos quando meu pai estava um pouco folgado financeiramente o presente melhorava. Eram pequenos carros do tipo caminhão, índios do forte apache, cavalos de guerra e até bola. Cada presente era muito bem recebido. Eu ficava monitorando por toda noite para ver se via o velhinho chegar e colocar o presente. Nunca tive sucesso. Só me lembro que, ao amanhecer, eu verificava e junto com meus irmãos ficávamos felizes e depois íamos até a porta de casa e nos dirigíamos até os nossos colegas e procurávamos saber se eles haviam recebido presentes e alguns diziam ter recebidos e outros não. Alguns felizes e outros não até que chegou um ano que papai Noel me esqueceu e foi a minha vez de ficar triste. Naquele ano estava sendo difícil e meu pai não teve como dar presentes para uma família de seis crianças. Morria ali Papai Noel.
Naquele ano, nem me lembro qual foi, acho que era 1979 e a construção civil tinha fracassado. Meu pai, que na época já tinha alguma qualificação como Mestre de Obras, ficou desempregado e sobrevivia prestando serviços diários. Foi um ano muito difícil para muitos.
Foi nessa época que um amigo meu de nome Robson que já era mais velho que eu dois anos a mais chamou-me no canto e acabou de vez com a minha crença no velhinho. Disse-me Robson que eu era bobo eu era um bobo por acreditar ainda em papai Noel e assim ele foi-me falando sobre o conto com muita propriedade. Minha frustração não podia ser pior e naquele momento minha cabeça girava em dúvidas.
Não satisfeito procurei minha mãe, tias, minha vó, meu pai e os questionei. Para minha surpresa ninguém queria dizer-me nada a respeito. Já que ninguém da minha família soube dizer-me eu fui a procurar da verdade na voz de outros colegas com mais idades e todos davam risadas de mim. Por fim, para tirar a dúvida eu procurei uma professoras que gostava muito e lhe perguntei se papai Noel existia ou não. Ela me respondeu cheia de volta mais foi sincera com um conto e veio a contestação que eu não queria ouvir. Nessa época já se aproximava outro fim de ano e o Natal viria também, só que dessa vez, sem o encanto do Papai Noel.
Foi nessa época que um amigo meu de nome Robson que já era mais velho que eu dois anos a mais chamou-me no canto e acabou de vez com a minha crença no velhinho. Disse-me Robson que eu era bobo eu era um bobo por acreditar ainda em papai Noel e assim ele foi-me falando sobre o conto com muita propriedade. Minha frustração não podia ser pior e naquele momento minha cabeça girava em dúvidas.
Não satisfeito procurei minha mãe, tias, minha vó, meu pai e os questionei. Para minha surpresa ninguém queria dizer-me nada a respeito. Já que ninguém da minha família soube dizer-me eu fui a procurar da verdade na voz de outros colegas com mais idades e todos davam risadas de mim. Por fim, para tirar a dúvida eu procurei uma professoras que gostava muito e lhe perguntei se papai Noel existia ou não. Ela me respondeu cheia de volta mais foi sincera com um conto e veio a contestação que eu não queria ouvir. Nessa época já se aproximava outro fim de ano e o Natal viria também, só que dessa vez, sem o encanto do Papai Noel.
Naquele dia eu voltava pra casa triste. Era fim de ano e o Natal se aproximava. Vi a cidade ficar em festa por ocasião da chegada dos parques que aos poucos ficavam montados com as rodas gigantes, trens, carros de corridas, barracas de cachorro quente, barracas de jogos, barquinhos, patinhos e girassóis. Luzes e sons encheram a cidade e uma alegria era vista nas pessoas de todas as idades, más, dentro de mim, Papai Noel já havia morrido.
Só me lembro que aquele Natal marcou de forma definitiva a imagem de papai Noel. Eu não fiz carta e nem coloquei meias para esperar presente algum. Foi uma festa triste para todos nós e até para o meu irmão encostado a mim também experimentou da mesma amargura: Papai Noel não existe.
Enquanto eu ganhava essa consciência da pior maneira possível via que outros meninos mais novos a experimentavam e eu pedia a Deus para que eles soubessem sobre papai Noel de forma mais delicada. É preciso acreditar no espirito do Natal e Papai Noel é peça chave nisso.
Enquanto eu ganhava essa consciência da pior maneira possível via que outros meninos mais novos a experimentavam e eu pedia a Deus para que eles soubessem sobre papai Noel de forma mais delicada. É preciso acreditar no espirito do Natal e Papai Noel é peça chave nisso.
O tempo foi passando e hoje sou pai e alimento em minhas filhas a certeza de que o velhinho existe. Deixo que elas façam suas cartas e que coloquem meias e tenho a condição de dar-lhe algum presente que acho ser interessante para elas. Até consigo, com muito esforço, fazer algumas outras crianças felizes dando-lhes algum presente. Dessa forma eu alimento um mundo de sonhos e fantasias onde a dor do mundo não faz parte. Onde guerras, fome, abusos, ódio, inveja e pobreza não tem lugar. Fico feliz por ser esse “mentiroso” que faz acontecer felicidades do que ser o "realista" de um mundo que elas vão encarrar por toda a vida.
Como diz um trecho de certa música de Roberto Carlos; “Meu pai tentou encher de fantasia e enfeitar as coisas que eu via, más aqueles anjos agora já se foram depois que eu cresci. Da minha infância agora tão distante, aqueles anjos no tempo eu perdi. Meu pai sentia o que eu sinto agora depois que cresci. Agora eu sei o que meu pai queria me esconder: às vezes as mentiras também ajudam a viver".
Na verdade era bem melhor que papai Noel existisse e esse mundo de sonhos não se acabasse e vivesse pra sempre. Não tem presente melhor do que aqueles que são fabricados do fundo de nossa imaginação como verdadeiros sonhos a nos embalar. Igualmente não há também frustração pior do que sentir que nada passa de fantasia nessa tão curta passagem chamada de vida.
Meu pai ensinou-me da maneira certa, o mundo é que tem outra forma de mostrar e assim criam traumas insuperáveis.
Eu queria que papai Noel existisse...
Vídeo da música "Traumas" de Roberto Carlos




A um tempo atrás a imagem do bom velhinho era tido com muito amor,éramos crianças e acreditávamos fielmente que ele existia de fato com toda sua magia seu ecanto,hoje porém as crianças não acreditam mais,fiz esse teste com meus filhos e vi que já não há mais a inocência que havia na gente,os tempos modernos tiraram isso dos nossos filhos,a escola faz seu papel pregando o real para nossas crianças,no entanto eles continuam com a imagem do bom velhinho,mas sabendo que ele é uma pessoa normal do nosso mundo e que os presentes somos nós quem damos quando sobra dinheiro no natal
Você tem toda razão professora. Hoje em dia o mundo parece não alimentar os encantos que tanto faz bem a todos nós. Precisamos continuar acreditando na bondade e assim fazermos um mundo melhor.
Nosso abraço e um Feliz Natal para você.
a realidade deve chegar cedo ao nosso conhecimento, ela serve de base para enfrentarmos a vida que não é nada fácil. fico feliz quando digo pro meu meu filho que não poderei presenteá-lo com o que ele deseja no momento e ele me diz: "eu espero, eu sei que quando o senhor ganhar mais dinheiro irá comprar". eu não gostaria de vô-lo dormir na esperança de encontrar um belo presente ao amanhecer deixado na cabeceira da sua cama e, de repente, desacreditar de algo que eu teria alimentado. eu procuro sempre orientá-lo de que todos os dias do ano são especiais e que datas comemorativas como natal, dia dos pais, dia das mães, são puramente uma estratégia comercial que acaba atormentando pessoas que não podem presentear os seus entes queridos. e o meu filho me entende. talvez seja por isso que eu pense tão solidamente! me desculpem por este comentário, mas eu prefiro a realidade, mesmo dura com ela é!
Como esta na Bíblia, existe tempo para tudo. O que o texto retrata é justamente sobre situações e ai caba ao leitor analisar e decidir que postura teria diante de tal evidência, contudo, para às crianças que ainda vivem envultas em um mundo de sonhos e fantasias, seria bem interessante "cortar" esse "cordão umbilical" com o mundo dos sonhos de uma forma que não lhe venha ser traumática no futuro. Para mim, que vivencie a situação, foi difícil porque entendo que cabe aos pais nos dizer sobre as verdades do mundo e assim inibe a procura da explicação no externo.
Superei a situação e hoje me empenho em repassar, de forma psicológica, por dar alguma contribuição quanto a maneira de manter vivo o papel do Natal. Quanto a questão comercial é muito bem lembrada, apenas chamando a atenção em dizer que isso é o que menos importa diante do fato e o caminho para se fazer alguém feliz.
Muito obrigado pelos acessos, comentários e ao que desejo a todos que comentaram boas festas de fim de ano.